sexta-feira, maio 12, 2006

Olhar para além da Realidade



A Realidade chega até nós de forma natural ou é por nós procurada. Conhecemo-la, vivemo-la e por vezes defendemo-la.

No entanto será prudente acautelarmo-nos, sem nunca desconfiar, sobre a Realidade que nos chega e as suas origens. Até porque esse cuidado nos irá ajudar a entendê-la melhor.

13 Comments:

Blogger Elisheba said...

Concordo! Mas gostaria de acrescentar: A REALIDADE é sempre por nós alterada!!Depende da nossa visão da vida!

Beijos

12:44 da tarde  
Blogger Gugas said...

É verdade - e a nossa visão resulta também de uma série de outras realidades já conhecidas, crtiticadas, apreendidas....

1:28 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

A Relidade que nós vemos, sentimos ou ouvimos, é apenas um reflexo daquilo que procuramos. Se não desconfiarmos, é o mesmo que estarmos a por a cabeça no cepo. Conclusão retirada após a vivência obtida nestes últimos meses.

12:53 da manhã  
Blogger Gugas said...

podes vivenciar, experimentar ou mesmo defender uma realidade sem desconfiar dela - se no teu íntimo desconfiares e aparentares essa desconfiança não a estarás de facto a vivenciá-la.

agora o que me parece é que devemos estar abertos a qualquer alteração dessa realidade - seja por uma diferente percepção nossa ou seja por alteração de outros factores - mas encarar essa alteração de forma natural.

e se considerarmos essa possibilidade estaremos preparados para outras perspectivas dessa mesma realidade.

1:07 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

O facto de desconfiar dessa realidade e aparentar essa mesma desconfiança, provavelmente demonstra que estou a viver essa mesma realidade, que estou a interagir com ela. Estar abertos a qualquer alteraçao da mesma sim, sempre, mas nem sempre é possível encarar essa alteração de uma forma natural. Toma o exemplo de uma relação entre duas pessoas. Quando uma deixa de amar a outra, nunca isso será encarado de uma forma natural por uma das partes. Mesmo considerando sempre essa possibilidade com válida e portanto passível de acontecer, ela nunca é encarada com naturalidade. E isto não está relacionado com a minha experiência em si, mas com a generalidade decorrente da sociedade. É um facto.

2:24 da manhã  
Blogger Gugas said...

caro joão, viver a realidade com uma armadura de desconfiança é uma opção de vida tão válida como qualquer outra.
eu prefiro vivê-la sem essa armadura e enriquecê-la sensorialmente, com toda a energia do meu ser.

duas pessoas separarem-se é tão natural como duas pessoas se conhecerem e se unirem. amar alguém é, para além de tudo, amar o seu crescimento como ser humano.

amar alguém não é ser dono ou vincular, amar alguém é deixá-lo(a) crescer e ajudar nesse crescimento e, se for possível, crescer com esse alguém.

se não for possível avançar e crescer com esse alguém, ajuda-a(o) no que puderes e mantém a vossa ponte intacta.
também ela com amor e carinho de forma a que os trajectos possam sempre acontecer de um lado ou de outro.
mas com a certeza de que entretanto vais construindo muitas outras pontes, crescendo com outros alguéns e ajudando a crescer outros alguéns.

é isso a vida e isso é que é para mim natural.

quanto aos factos...desses sim desconfio sempre deles ;)

obrigado

10:44 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Sim é verdade, duas pessoas separarem-se ou unirem-se é uma factualidade natural. O que eu disse é que para a parte que é apanhada de surpresa é tudo menos natural. Eu já passei pelas duas posições e as sensações e reacções saõ bastante distintas. Foi isso que tentei demonstrar.

Viver com ou sem desconfiança é uma opção. Concordo. Mas a minha é viver a vida sem expectativas. Desse modo tudo o que aconteça no futuro, o bom e o mau, será sempre enriquecedor. Viver com expectativas, leva a que se viva com medo. Assim viver sem elas, retira esse mesmo medo e permite abraçar a vida na sua plenitude.

Sim amar alguém não é ser dono ou vincular. Isso não seria amar. Amar é um crescimento pessoal e colectivo.

Infelizmente para mim, a única opção disponível, embora sempre radical é quebrar essa ponte. Os laços que ficam das relações realmente marcantes, são demasiado pesados durante um certo tempo, para que seja possível viver sem sentir saudades de tudo o que foi vivido.

Ah... o meu nome não é João. Esse é o nome de um amigo que vem comentar lá no blog. Isto presumindo que o teu último comentário, esteja dirigido a mim. Se não for esse o caso, apresento as minhas desculpas pela confusão.

12:22 da tarde  
Blogger Gugas said...

desculpa Dark Shot pela confusão do nome - desculpa também intrometer-me na tua reflexão.

cada um faz os seus lutos como bem entender, claro.

no entanto no teu discurso (escrito) registo uma nuance interessante. tu referes "os laços que ficam...são demasiado pesados durante um certo tempo".

queres dizer que a partir de um certo momento eles deixam de ser tão pesados e consegues olhar para o que aconteceu de uma outra perspectiva ?

8:03 da tarde  
Blogger João said...

Pá! O João sou eu!!! Mas o que é isto e tal? :)
Bom Blog, muito na (boa) onda da introspecção/meditação. Bem...quem ler isto, até pode pensar que ando nisto dos Blogs há que tempos. Não se enganem...
Aceito e concordo com a perspectiva do Gugas...mas a vida real não é assim e não conseguimos achar normal que deixem de gostar de nós, nem achar natural a separação...não quando gostamos mesmo daquela pessoa e não - pelo menos - no curto-prazo.

8:09 da tarde  
Blogger Gugas said...

João: gostei dessa do curto prazo ;) é sempre bom quando atribuímos períodos curtos a momentos menos interessantes

8:12 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Antes de mais, não tem mal a confusão, acontece a qualquer um. Também não tens de pedir desculpa por qualquer intromissão, aliás ela nunca existiu. Os posts existem para que qualquer pessoa os possa ler e dar a sua opinião. Assim, aparece quantas vezes quiseres e deixa ficar a tua opinião.

Bem, isto está a tornar-se interessante! Em relação a esse meu registo, acho que qualquer pessoa após algum tempo,revê qualquer situação da sua vida sob uma perpectiva diferente. Sejam bons ou maus momentos, o nosso crescimento diário e constante evolução a isso nos levam. É um facto inegável. Quando digo que são demasiado pesados por um certo tempo, quero dizer que enquanto as réplicas o after-shock ainda está presente, aí sim é complicado ver as coisas numa perspectiva mais natural. Com o passar do tempo isso muda. Daí se dizer, o tempo tudo cura. Repara, tu próprio o dizes "cada um faz os seus lutos como bem entender".

Eu concordo com o que tu dizes, mas o que eu quis dizer, foi o mesmo que o João disse "mas a vida real não é assim e não conseguimos achar normal que deixem de gostar de nós, nem achar natural a separação...não quando gostamos mesmo daquela pessoa e não - pelo menos - no curto-prazo.".

Agora a diferença reside no "curto espaço de tempo/ curto-prazo". Isso é único para cada pessoa. Assim, tudo o que tu disseste no post é verídico. Mas no papel (isto na minha perspectiva), na vida real, tudo muda. Uma vez que os sentimentos não podem ser quantificados de pessoa para pessoa. Seja em relação a como se sentem sobre a outra pessoa durante o relacionamento, seja depois sobre os sentimentos que acontecem na ressaca do fim da relação.

Um exemplo. A minha escrita, é baseada em sentimentos que ficam quando uma relação acaba. Não que esteja afectado por isso, mas exploro esse lado e vejo como é que as pessoas reagem sobre isso. E no entanto, a situação em causa já não me afecta tanto como antes. No entanto, os bloggers depois de lerem o que escrevo reagem consoante o mesmo tipo de situação os possa ter afectado. Percebes agora quando dizia, uma das partes não encara o fim da relação com naturalidade?

O blog tem mesmo boa onda. Obriga as pessoas que lêem a reflectir sobre as coisas e possibilita uma conversa, mesmo que através da net!

Abraço!

10:35 da tarde  
Blogger Gugas said...

caro DS continuação de boas e muitas "explorações" e ainda melhores escritas.

escrever sobre estes assuntos também nos ajuda a arrumar as ideias - a mim ajudou-me bastante - abraço

10:48 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Enjoyed a lot! »

12:32 da manhã  

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