quinta-feira, abril 13, 2006

Os "não-vale-a-pena"

Sejam nossos pais, nossos irmãos, nossos primos, nossos amigos, nossos vizinhos, nossos conhecidos ou nossos desconhecidos é frequente encontrarmos alguns exemplares da espécie dos "não-vale-a-pena".
Estes seres são seres que podem ser provisórios ou definitivos no seu estado de "não-vale-a-pena" de acordo com aquilo que decidirmos investir de nós neles.
Alguns "não-vale-a-pena" podem ser aparentemente irrecuperáveis porque ou têm uma idade muito avançada e já não mudam o seu feitio, ou porque achamos que o esforço/investimento para os recuperar é titânico e não nos queremos cansar.
Mas com estes "não-vale-a-pena" é interessante ir aplicando, de forma continuada e sem grande esforço, algumas medidas de recuperação e de alerta, veremos muito provavelmente alguns pequenos mas notórios desenvolvimentos - que em última análise nos motivarão para continuarmos. Estes são os "não-vale-a-pena" de Grupo I.
Ainda com outros "não-vale-a-pena" nós iremos confrontarmo-nos todos os dias - são alguns primos, vizinhos ou colegas de trabalho que temos mesmo de ver periodicamente. Estes são os "não-vale-a-pena" de Grupo II.
Com estes valerá também a pena aplicar uma estratégia semelhante às do Grupo I, embora os bons resultados talvez sejam mais difíceis de observar. Estes serão um desafio à nossa perspicácia e capacidade de observação.
Por último temos os "não-vale-a-pena" de Grupo III, que na maior parte dos casos são amigos ou ex-namorados/as, com quem por uma razão ou por outra nós vamos mantendo algum contacto.
Mas no nosso não muito fundo íntimo sabemos que "não-vale-a-pena". E não é uma questão de valor das pessoas é uma questão de "não-vale-a-pena" porque ele ou ela já não muda.
Com estes temos temos duas estratégias alternativas. Ou vivemos com todas as características deles que nos chocam e fazemos um esforço por respeitar esse seu "feitio", mas continuamos eternamente a pensar "não-vale-a-pena" ou....
...ou se não estamos para isso e queremos de facto ajudá-los a serem pessoas melhores fazemos uma última tentativa. E esse pode ser o primeiro dia do resto da vida deles (como diz o Sérgio).